Grécia

Berço da filosofia, democracia e da civilização ocidental.

México

As ruínas maias e o azul do caribe mexicano

Chile

Uma capital vibrante, e um país de belas paisagens sob as cordilheiras

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Cidade do Panamá


A Cidade do Panamá definitivamente entrou na rota turística das Américas. Seja pelo famoso canal do panamá, por sua história, pelo turismo de compras (afinal, o país é tax free) ou até pela fama de Dubai das Américas, devido ao arranhas céus que surgiram na cidade nos últimos.

A cidade é também um dos maiores pontos de conexões aéreas do continente. A Copa Airlines, cia aérea panamenha, é uma das líderes em rotas para o Caribe e para América do Norte, assim, é muito comum que a Cidade do Panamá seja usada como conexão em rotas da Copa. Foi o que ocorreu comigo. Pegando um vôo de Las Vegas com destino ao Brasil pela Copa, tinha uma conexão de 10 horas pela cidade. Então pensei: ao invés da longa espera no aeroporto, porque não conhecer a cidade?

Assim, agendei com a guia panamá (https://guiapanama.com.br/) um "day tour" no valor de 85 dólares por pessoa. Eles te buscam no aeroporto, te levam a passear pelos principais pontos da cidade e te deixam novamente no fim do dia. O Roque, que nos atendeu, é extremamente atencioso e rico de informações sobre o país. Fica aqui minha recomendação para o serviço deles.
Lembrete: para descer no país é obrigatório apresentar o Certificado de Vacinação Contra Febre Amarela no Aeroporto.

Apesar do tempo curto, conseguimos passar pelos três principais pontos da cidade: O Casco Viejo, O Canal do Panamá  e Amador Causeway.
Placa na Amador Causeway

O Amador Causeway (ou Calçada Amador) é um calçadão/ponte de 7 Kms que conecta as ilhas  Naos, Punta Culebra, Perico e Flamenco. A ponte foi construída em 1923 com terra retirada do canal do Panamá. A ilha Naos pertenceu aos Estados Unidos durante muitos anos como ponto de proteção do canal.

Quando o Canal passou ao controle panamenho em 1999, a região foi revitalizada, tornando-se ponto muito utilizado por famílias locais para aproveitar os momentos de lazer. A região é acessada pela Puente de las Américas, que até 2004 era o único ponto de ligação entre as Américas. Uma atração interessante no caminho a Amador é o Museu da Biodiversidade.

Após isso fomos ao Casco Viejo ou Casco Antíguo, conhecido também como o Centro histórico da Cidade do Panamá. O Casco Viejo é a partir da onde a cidade foi re-construída (a primeira versão da cidade foi destruída por piratas em 1671) considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Praça Bolívar, no Casco Viejo

Praça Bolívar, no Casco Viejo (2)

Antigo convento, no Casco Viejo

As casas antigas e belas do Casco Viejo


O lugar é bonito e muito agradável de se passear. Foi meu ponto preferido na cidade. Aproveitamos para almoçar um belo ceviche e caminhar entre os seus casarões, prédios públicos e igrejas antigas. No Casco, recomendo passear  pela Praça Bolívar, pelo Arco Chato e pelo antigo convento do Casco.

Por fim uma passagem pelo famoso Canal do Panamá, a famosa obra de integração entre os Oceanos Atlântico e Pacífico, considerada uma das maiores obras de engenharia da história da humanidade. O canal possui 80 kms de extensão, e é a maior fonte de renda do país. Por ele circulam anualmente cerca de 600 milhões de mercadorias. Para entender como o canal trata os desníveis entre os lagos que transportam as embarcações de um oceano a outro, recomendo ver esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Ze0YTRezK98

No local, há um museu com a história da construção do Canal, e um observatório das eclusas. Ficamos na eclusa de Miraflores. Nós tivemos muita sorte, e conseguimos até observar um navio passando pelo Canal. A entrada no canal custou aproximadamente 20 dólares.

Olha o barco chegando..

Eclusa Miraflores, no observatório do Canal

Barco atravessando o Canal


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Amsterdã

Amsterdã é sem dúvida uma das cidades mais encantadoras que já visitei. Bela em qualquer estação do ano (mas um pouco mais na primavera), amsterdã é encantadora com as suas tradicionais casinhas verticais, com seus canais, suas ciclovias, com seus inúmeros museus, com sua organização.

De cara, é importante saber que a cidade é dominada pelas bicicletas. As bicicletas são usadas por quase todos. Há ciclovias por toda a cidade, e é mais provável que você possa ser atropelado por uma bike em amsterdã do que por um carro (quase aconteceu comigo inclusive! hahaha). Em qualquer bairro, pode-se observar os estacionamentos de bicicleta quase sempre lotados.
Não bastasse a cidade ser incrível para os ciclistas, ela ainda tem um transporte público muito eficiente. Os trans (bondes) são modernos e te levam para quase toda a cidade. Além disso, também não é incomum ver veículos elétricos e carregadores para estes veículos nas principais avenidas da cidade. Isso que é um lugar sustentável.
Amsterdã e suas bicicletas


Não me hospedei na principal zona turística, pois precisava economizar um pouco. Porém com toda essa facilidade de transporte, não tive qualquer dificuldade em me locomover pela cidade.

No primeiro dia, ignoramos o frio do inverno holandês começamos pelo belíssimo bairro de Jordaan. Lá, visitamos o museu da Anne Frank, que fica na casa onde a mesma se morava e se escondia. Nesta casa, ela escreveu os diários com os relatos que emocionaram o mundo descrevendo a sua vida de refugiada judia durante a segunda guerra. A visita emociona e vale a pena.  Porém, recomendo que compre os ingressos pela internet para já ter acesso direto ao museu, sem pegar a longa fila que se faz em frente a ele todos os dias.
O belo bairro de Joordan



O museu de Anne Frank

Saindo de lá, fomos ao Museu da Heineken Experience. Um museu interativo, divertido. Vale muito apena para os amantes da famosa cerveja holandesa. Perto do museu, no bairro de De Pijp, recomendo muito a visita ao Albert Cuypmarkt, a maior feira a céu aberto da Europa. Òtima oportunidade de comprar umas bugigangas e comer um delicioso waffle ou stroopwafel (o famoso doce holandes composto de waffle e caramelo).
Heineken Experince por dentro

Albert Cuypmarkt

Os deliciosos Waffles

Heineken Experience por fora


No segundo dia, fomos à Museuplein, a famosa praça dos Museus, que é uma belíssima áreas verde cercada pelos maiores museus da cidade: Van Gogh, Stedelijk e principalmente o Rijksmuseum, que tem o maior acervo do país. Em frente ao Rijksmuseum a famosa placa de "Iamsterdam". Em frente a ela, há um lago (que vira pista de patinação no inverno). Como a placa está sempre lotada, deixo a dica: existe outra dessa em frente ao Aeroporto, bem menos lotada e mais tranquila para se tirar uma foto. Aproveitamos a ida entre os museus para curtir um tempo na praça, que é bem gostosa. Aparentemente, o pessoal gosta bastante de fazer isso também. 

Van Gogh

Van Gogh

Rijksmuseum

Rijksmuseum


Após isso, fomos até a Estação Centraal, construída no final do século XIX, com estilo neorrenascentista. È de lá que chegam e partem os trens de amsterdã para outras partes da Europa.  No caminho da estação passamos pelo Red Light District, o "Distrito da Luz Vermelha", conhecido pelas garotas de programas que ficam em vitrines.

A prostituição é uma profissão legalizada na cidade, com todos os direitos sociais incluídos. Mas ao contrário do que se possa imaginar, o distrito não é barra pesada. As vitrines com as profissionais dividem espaços com estabelecimentos comerciais e até igreja. Coisas que a gente só vê em Amsterdã. Porém, não é permitido tirar fotos das vitrines. Elas não gostam, e podem até tentar tomar sua câmera.

Passeio de barco pelos canais

Estação Centraal


Outra particularidade de Amsterdã são os Coffee Shops, onde a venda e consumo da maconha é legalizada (porém restrita aos Coffee Shops). Esses lugares passam desapercebidos pelos locais, mas sempre chamam a atençaõ dos turistas.

Para finalizar o dia, fizemos um passeio de barco noturno pelos canais da cidade. O passeio é uma forma interessante de se conhecer boa parte da cidade por outra perspectiva, e tem guia d e áudio em várias linguas explicando sobre os pontos e a origem de Amsterdã, incluindo guia em Português.

No último dia, fomos à Dam Square, praça mais importante da cidade, rodeada de edifícios históricos, como o Palácio Real. No centro da praça há também um Obelisco de 22 metros construído em homeangem aos holandeses falecidos na segunda guerra mundial.
Por fim, fomos no museu de cera Madame Toussauds, aquele passeio clichê, brega, mas sempre muito divertido.

Dam Square

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Interlaken e Jungfraujoch

Interlaken

Interlaken é uma das cidades mais charmosas e adoráveis da Suiça. Pequena e pacata, com cerca de 5000 habitantes, a cidade fica localizada entre dois lagos, Thun e Brienz, e esta é a origem do seu nome (Interlaken = Entre Lagos).

A cidade é também cercada por três imponentes montanhas, sendo um destino muito procurado por estar cercada de belas paisagens, e também pelo fácil acesso a esportes radicais, especialmente os de inverno. È também um destino muito procurado pelo seu fácil acesso a Jungraujoch, a estação ferroviária mais alta da europa, com 3454 metros acima do nível do mar.

Interlaken possui duas estações de trem, Ost e West. Geralmente os trens para Jungfrau saem da primeira estação. Já na segunda é próxima ao centro histórico da cidade. Descemos na estação Ost, que ficava mais próxima de nossa hotel, e fomos caminhar pela avenida Hoheweg, a avenida principal da cidade, que fica entre as duas estações. Nesta avenida há a maior parte do comercio de Interlaken, tradicionais lojas de relógio, souvenirs, hotéis e restaurantes. Há também um cassino nessa avenida.

Aproveitamos uma pausa para provar o tradicional Fondue suiço, depois passeamos pela orla do lago Brienz, cujo o tom azul turquesa é de impressionar, e nos encantávamos com toda aquela beleza cercada dos alpes ao fundo. Nem mesmo o frio (afinal fomos no final do inverno), era capaz de intimidar.

As casas de Interlaken

Os alpes suiços ao fundo


Fondue =)

Igrejas no estilo gótico, comum na Suiça

Lago Brienz, e sua cor impressionante




Então era hora de descansar e prepara as energias para o dia seguinte, quando íamos a Jungfraujoch

Jungfraujoch

Jungfraujoch é um passeio que ocupa todo o seu dia, mesmo que você esteja hospedado em lugar próximo, como Interlaken. Todavia, é um passeio imperdível para quem passa pela Suiça, afinal não é todo dia que se tem oportunidade de chegar ao ponto mais alto dos Alpes. Lá é possível ver neve em qualquer estação do ano. Sim, isso mesmo. Até por isso, o lugar é considerado patrimônio da Unesco.

A única forma de chegar lá é via trem. Saindo de Interlaken, gastam-se 3 horas para ir, e 3 horas para voltar a Jungrau, isso se você optar por não parar em nenhuma das estações intermediárias, o que é difícil, já que o trajeto em si já é especial, com todos aqueles telhados e montanhas cobertos de branco, pequenas vilas deslumbrantes eram tão lindos que pareciamos estar em um conto de fadas. Na verdade, estávamos, de certa forma, ao menos em um cenário de filme. Lauterbrunnen foi a cidade que inspirou Valfenda, do filme O Senhor dos Anéis (http://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2015/07/conheca-o-charmoso-vilarejo-que-inspirou-tolkien-criar-valfenda-cidadela-dos-elfos.html). Prepare a sua câmera.

Há dois caminhos diferentes para ir ou chegar a Jungfraujoch. Um caminho passa Grindewald e Kleine Scheidegg, já o outro passa por Lauterbrunnen e Kleine Scheidegg. È possível descer nas estações destes locais e passear um pouco. Ou, se quiser chegar logo no destino final, basta descer e já pegar o próximo trem, algo que não demora mais do que 10 ou 15 minutos. Como cada um tem seu próprio atrativo, recomendamos ir por um e voltar por outro caminho.

Mapa das estações entre Interlaken e Jungfraujoch
Da janela do trem

Estação de Kleine Scheidegg


È impressionante pensar que a ferrovia deste caminho foi construída há mais de 100 anos, com ferramentas rudimentares e condições climáticas desfavoráveis. Parte do trajeto, especialmente nos últimos quilômetros, passa por dentro das montinhas, Então, chegamos ao tão aguardado destino.

Jungfrauch tem uma ótima estrutura, com uma variedade de atividades. Tem restaurante, loja de chocolate da Lindt, estrutura para esportes de gelo, um mirante incrível, além do palácio de gelo. Começamos nosso passeio pela Geleira Aletsch, que com 22 km de extensão é considerado o maior rio de gelo dos alpes. Sobre a geleira, há um platô, que permite uma bela vista das montanhas.

Geleira Aletsch


Temperatura ambiente

Encantos de Jungraujoch

Abaixo da geleira, o Palácio de Gelo, um lugar totalmente coberto de gelo, com túneis em branco. O palácio é todo coberto de galerias e estruturas de gelo, em uma área de 1000 m2. Então, fomos ao Terraço Sphinx, para a melhor vista de Jungraujoch.

Terraço Sphinx

Palácio de gelo

Esculturas do palácio de gelo


Quem viu a Era do Gelo sabe.


Por fim, almoçamos com aquela vista maravilhosa dos alpes, tomando uma Weiss, e claro, fechamos com chave de ouro na loja da Lindt.  Na volta, ao aguardarmos nosso trem, houve um atraso de 15 minutos, o que é bem ofensivo para a famosa "pontualidade suíça". Por isso, a empresa pedia desculpas a todo o momento e presenteava os passageiros com diversos chocolates como forma de compensação. Se 15 minutos incomodou a empresa, imagino se passassem uma temporada aqui no Brasil.


Lindt em Jungraujoch


Obs: Em todo o passeio, importante evitar movimentos bruscos e descansar caso sinta algum sintoma de fadiga. Como se está a mais de 3000 metros acima do nível do mar, esses sintomas podem ocorrer. Porém, certamente não estragarão o seu passeio.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Zurique


Localizada no coração da Europa, Zurique é a maior cidade da Suiça. Ainda sim, é uma cidade pequena, se comparada aos padrões das grandes metrópoles. Pode ser visitada facilmente em roteiros pequenos de 1 a 2 dias. E foi o que fizemos.

Ficamos hospedados na parte oeste da cidade, que é uma área mais nova da cidade, em contraste ao centro mais antigo. Zurique é uma cidade que sintetiza muito bem o contraste entre o velho-antigo-histórico e o novo-moderno-financeiro. Chegamos de trem, vindos de Interlaken e passando por uma rápida escala em Berna.

A Suiça é um dos países com a maior abrangência de ferrovias no planeta. Os trens suiços são pontuais, organizados e confortáveis. Sugiro vivenciarem a experiência, pois o que no caso deste país, o visual que acompanha os trajetos valem por si só a viagem. È possível reservar tickets de forma simples pela internet. Este site dá dicas bem legais sobre o processo de reserva de bilhetes:

http://www.viagemeviagens.com/2010/como-andar-de-trem-na-suica/

Tão logo chegamos, deixamos nossas coisas, e fomos em direção a parte antiga da cidade. Nos deslocamos de bonde elétrico, e aí o primeiro choque cultural: não haviam catracas no bonde. O ticket é comprado em um maquininha na estação, porém entra-se dentro do veiculo sem que haja a usual validação do ticket na entrada e/ou na saída. Confia-se na honestidade das pessoas, e há apenas fiscalização por amostragem. Muita civilidade, não? Por outro lado, a multa ao ser pego sem o bilhete devido é bem alta.

Descemos em frente à Banhof-Platz, que é a praça central dos bondes de Zurique, e em frente a principal estação de trem da cidade, Hauptbanhof, muito bonita por sinal. Almoçamos e obviamente compramos alguns chocolates da Lindt para encher nossa mala (que obviamente aqui são bem baratos do que no Brasil).

Pegamos outro bonde, e paramos em frente à avenida Limmatquai, que fica à orla do rio Limmat, e é cercada de bares, restaurantes e lojas de compras. Do outro lado do rio, a avenida Bahnhofstrasse, tão grande e movimentada quanto a Limmatquai. Assim, caminhamos bastante por essa região e por algumas das belas pontes que atravessam o rio e dividem as duas avenidas.


Limmatquai

Bahnhofstrasse




Grossmünster ao fundo

Há muito comércio também nas pequenas ruelas e ruas que cercam essas avenidas. Nessa região, é possível conhecer também algumas das igrejas e catedrais antigas da cidade, algumas com visual românico e neogótico. Dentre elas: Fraumunster Kirche, St Peter Kirche e Grossmünster (a catedral).


St Peter Kirche

Aproveitamos também para subir uma ladeira e chegar ao Parque Lindenhof. Vale muito a pena, O parque é agardável e de lá é possível ter uma das melhores vistas da cidade. Muitos dos acontecimentos históricos mais importantes de Zurique aconteceram na área de Lindenhof.



Parque Lindenhof


A vista do parque é incrível







Voltamos novamente para região do nosso hotel (Zurich West), e fomos ao Frau Gerolds Garten, um lugar que achamos incrível, e que usualmente não é frequentado pela "rota turistica" da cidade.

O Frau Gerolds Garten, ou Jardim da Senhora Gerold, é um ambiente de restaurantes, lojas e jardins montado sobre conteineres, numa proposta de trazer o verde em uma área industrial da cidade. È um lugar bastante frequentado pela comunidade alternativa e cult da cidade. O local é muito animado, especialmente na hora do happy hour.

Aos amantes da vida noturna, vale citar que a região Zurich West também é conhecida como uma das regiões com maior numero de casas noturnas na cidade.


Frau Gerolds Garten