Chegamos a Santorini por avião no aeroporto de Thira. O aeroporto é bem localizado, na região central da ilha. Já para quem chega pelo Porto, pode-se chegar ao topo da ilha através de bonde, carro ou na carona de um burro, que é considerado o mascote da cidade.
Thira é a capital de Santorini e principal centro comercial da Ilha. Foi exatamente aonde ficamos hospedados. No geral os três principais pontos de hospedagem de Santorini são aqueles que possuem a famosa vista para o por do sol: Thira, Óia e Imerovigli.
Óia (pronuncia-se “Ía”) abriga a melhor vista do por-do-sol de santorini. Porém é onde a hospedagem é mais cara. Já Imerovigli e Fira também possuem uma boa vista para o Mar Egeu, e hospedagem mais em conta. Na verdade há hotéis para todos os gostos, desde resorts a hostels. Há também quem prefira se hospedar em pontos mais afastados da ilha e economizar um pouco.Porém, acho que em Santorini vale juntar um pouco mais para se hospedar em um hotel com uma bela vista da Caldeira, pois essa é a principal atração da ilha. Para explicar o que é a Caldeira, precisamos falar da história da ilha.
Santorini foi fundada a partir da erupção de um enorme vulcão, por volta de 1450 a.c. Após isso uma enorme Caldeira se formou, com uma invasão de água ao meio submergindo a maior parte do vulcão. A parte principal tem a forma de um C “invertido” e é aonde a ilha é habitada. A parte menor, antigo epicentro do vulcão é considerado a “Caldeira”. As hospedagens mais procuradas são aquelas que ficam de frente à Caldeira
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| Mapa de Santorini |
Dia 1
No primeiro dia, aproveitamos para passear no centro de Thira, aonde há uma enorme variedade de lojas, restaurantes, boates... Pode-se perder bastante tempo caminhando por volta da ilha, admirando suas construções irregulares de cor branca, suas igrejas ortodoxas em frente à toda aquela imensidão do Egeu.
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| Thira. A Capital de Santorini. |
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| Centro de Thira |
No final da tarde, fomos à Oia ver o pôr-do-sol no melhor ponto da ilha. E o pôr-do-sol de Óia é o grande programa turístico de Santorini. Aqui vale uma dica: Após as 18:00 este ponto da ilha fica cheio de turistas e fotógrafos procurando o melhor ponto para tirar as famosas fotos das cores que tomam o céu nesse horário. O ideal é chegar antes deste horário, encontrar um bom lugar e ficar ali. Pode ser um pouco cansativo, mas vale muito a pena.O presente que a natureza nos dá naquele lugar não tem preço.
Só é possível chegar de carro até o início de Óia. Dali para frente, o trajeto é apenas para pedrestes, e vale ser percorrido. Óia é encantadora de dia e apaixonante à noite, com estrutura charmosamente irregular, suas casas iluminadas e todo aquele charme que não dá para ser descrito, apenas vivido. Aqui foi o ponto alto da nossa estadia grega. Tanto que fizemos questão de repetir o passeio a Oia nos demais dias em Santorini.
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| O calçadão de Oia. |
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| Santorini é a parada obrigatória na Grécia |
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| O famoso pôr-do-sol de Oia |
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| O anoitecer, com as casinhas brancas iluminadas é uma belezura. |
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| Os encantos de Óia. As fotos falam por si só. |
Obs: Para quem tem dinheiro, uma ótima pedida pode ser alugar um barco e ver o pôr-do-sol direto do Mar Egeu. Há muitos que procuram isso por aqui.
Dia 2
Tiramos o dia para conhecer as praias da ilha. Ao contrário das demais ilhas gregas, as praias não são o principal atrativo de Santorini. Mas isso não quer dizer que não se vale a pena conhecê-las, afinal são praias exóticas e muito diferentes, influenciadas pela formação vulcânica.
A primeira que fomos foi Perissa Beach, a praia da areia negra e fofa. Com uma enorme faixa de areia e ótima estrutura de restaurantes, cadeiras e guarda-sóis, Perissa é uma ótima pedida para passar o dia. O contraste da areia preta com a água transparente é muito interessante. E ali ficamos. Aproveitei para tomar uma cerveja produzida na ilha e comer queijo feta, o tradicional queijo grego feito com leite de ovelha.
Mais tarde fomos a Red Beach, a praia de pedras e areias de cor vermelha e preta e cercada por rochas vulcânicas. Seu acesso se dá por uma pequena trilha de 5 minutos de caminhada. A praia não tem tanta estrutura quanto Perissa, mas a vista que a cerca é bem interessante.
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| Red Beach. Vista da trilha em direção à praia. |
Dia 3
Os vinhos de santorini são os mais conhecidos da Grécia, e isso se deve a um aspecto particular: a produção de uvas em terreno bastante fértil (graças a origem vulcânica) e que dispensa o uso de pesticidas. Assim, muitos pacotes de visitas e degustações de vinho são vendidos em Santorini.
Resolvemos então fazer uma visita à Santo Wines, uma cooperativa local de pequenos produtores da ilha. A sede da Santo Wines tem uma vista maravilhosa da caldeira, e vale a pena perder um tempo ali com a sessão de degustação. Não sou nenhum enólogo ou especialista em vinhos, mas gostei de dois em especial: o Vinsanto, o vinho doce usado como sobremesa pelos gregos, e o espumante deles.
Dali para frente voltamos para apreciar o nosso último dia na ilha, dentro do próprio hotel, com os pés para cima e com aquele pôr-do-sol mágico que somente Santorini pode propiciar.
No dia seguinte, descemos ao porto antigo de Santorini (localizado em Thira) e pegamos um navio em direção a Mykonos.






















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