Grécia

Berço da filosofia, democracia e da civilização ocidental.

México

As ruínas maias e o azul do caribe mexicano

Chile

Uma capital vibrante, e um país de belas paisagens sob as cordilheiras

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Santiago

Passamos apenas 3 dias em santiago, sendo um para visitar Valparaiso e Viña Del Mar, outro para visitar o Valle Nevado e uma vinicola, e um terceiro realmente para curtir a cidade. Obviamente, que não foi o ideal, mas tentamos aproveitar o máximo possível.

Decidimos nos hospedar no bairro de Providência, um bairro muito bem localizado e de fácil transporte para as demais partes da cidade. Providência tem hotéis para todos os bolsos, e isso é o mais interessante. Há quem prefira ficar no Centro, aonde os hotéis são ainda mais em contra, entretanto esta não é a região mais segura da cidade, especialmente à noite. Há também quem prefira Las Condes, um dos bairros mais nobres da cidade e próximo de muitos shoppings. Entretanto, o transporte público partindo de lá não é tão vantajoso quanto o de Providência.

Assim que chegamos em Santiago, nosso primeiro passeio foi pelo bairro de Bellavista, um bairro boêmio e encantador. È bem próximo da providência, e dá para ir a pé de lá, dependendo de onde estiver. È em Bellavista que se localiza a casa de Pablo Neruda, e também o Cerro San Cristóbal, onde pode-se ter uma vista panorâmica de toda a cidade. Por lá também há muitos hotéis e restaurantes interessantes, como o "Água para Chocolate"

Nós decidimos almoçar e passear pelo Pátio BellaVista, que nada mais é do que um shopping a céu aberto de BellaVista. Não sou o mais apegado ao turismo de compras, mas gostei Pátio BellaVista, pois é um lugar bonito para passear, onde come-se bem e volta e meia podemos nos divertir com alguma apresentação cultural das muitas que ocorrem por lá.

Dentro do Pátio Bellavista


Uma dica que dou é tomar cuidado com os taxistas desse bairro. Se puder, use UBER para voltar de lá.

Partindo de BellaVista fomos ao Parque Quinta Normal, um grande parque de 35 hectares bem no centro da cidade. Este foi o primeiro parque urbano público do Chile. Santiago é uma cidade bem arborizada e com diversos parques, o que é um ponto extremamente positivo para compensar a fama que esta cidade tem um dos maiores índices de poluição da América Latina.

Dentro do parque ficam cinco museus (Museu de Arte Contemporânea, Museu de Ciência e Tecnologia, Museu Ferroviário, Museu Infantil e Museu de História Natural). Acabamos visitando apenas o Museu de História Natural, que é um passeio bem interessante para ajudar a entender toda a diversidade biológica e geográfica que permeou a história chilena.

Parque Quinta Normal

Museu de Historia Natural - Por fora

Museu de Historia Natural - Lá Dentro




Ainda na região central da cidade, pode-se visitar alguns dos pontos turísticos mais conhecidos de Santiago, como Plaza de Armas, o Palacio de La Moneda e o Museu de Arte Pré-Colombiana.

Aproveitamos o resto do dia para conhecer o bairro de Las Condes e depois jantar no Restaurante Giratório, que fica na Providência. Além de ótima comida (não me esqueço do Ceviche que comi por lá) e de uma carta variada de vinhos, o grande diferencial do Restaurante é proporcionar uma vista de toda cidade, uma vez que o restaurante gira em 360 durante o período de uma hora. O giro se dá de forma tão suave. Os turistas gostam desse restaurante, então é interessante chegar cedo ou reservar uma mesa (foi o que fizemos).
Vista da Janela do Restaurante

Salmão Nota 10



No dia seguinte, fomos ao Valle Nevado, bem próximo as cordilheiras em uma das mais famosas estações de ski do Chile, que fica apenas a 67 kms de Santiago. Apesar da curta distância, o passeio se dá por trechos de estrada íngremes. Assim, optamos por fazer o passeio com um guia, mais experiente ao trajeto.

Ainda assim, o próprio trajeto já um atrativo, com a vista das montanhas e da cordilheira. Paramos no caminho para experimentar o chá com folhas de coca, e seguimos nosso rumo.
Apesar do ponto alto do turismo no Valle ser obviamente no Inverno, seu passeio em outras estações do ano também é interessante.

Pode-se fazer passeio de teleférico, trilhas ou até mesmo curtir o restaurante que localiza-se no vale. Ocasionalmente fomos entre o final do verão e o inicio do outono, e aproveitamos a paisagem belíssima que estava em nossa frente.

È interessante lembrar que o como o Valle fica a quase 3.000 metros de altitude do nível do mar, eventualmente pode-se sentir fadiga e falta de ar. Mas bebendo muito liquido e descansando entre as atividades, tudo fica tranquilo.


O caminho até o vale já é interessante

Chá de Coca


Dentro do restaurante do Valle

Vista da Cordilheira, no Verão



Saindo do Valle, fomos visitar uma vinícola, e assim escolhemos a Concha Y Toro, conhecida pelo vinho Casillero Del Diablo. A vinicola fica na região do Valle Del Maipo, a pouco mais de uma hora do centro de santiago, mas seu acesso pode ser feito inclusive por transporte público. Há vários horários de tours na vinícola, com guias em inglês, espanhol e português.

Há diversas modalidades de tour, porém fizemos o Tour Tradicional, recomendado para os apreciadores menos experientes, que inclui visita ao jardim centarl e aos vinhedos, às adegas subterrâneas, e, claro, uma degustação de vinhos. No final,você recebe uma taça de presente e eles te convidam a conhecer a loja da vinícola, cujo os preços dos vinhos são bem mais convidativos do que se comprados no Brasil.

No dia seguinte fomos a Viña Del Mar e Valparaíso (link).







Então, era hora de despedir do Chile, e lá do alto, com aquela vista maravilhosa das Cordilheiras, sabíamos que qualquer dia certamente voltaríamos.


Cordilheiras da janela do avião

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Cancun

Hospedagem e Praias

Cancun é um dos destinos mais famosos do Caribe, senão o mais famoso. Seu mar em cor azul turquesa é um atrativo e tanto. A origem do nome Cancún vem das palavras em maia “kaan e kun” que significa "ninho de cobras". Apesar do nome, esse é um destino que cresce de forma vertiginosa desde os anos 90.

Um ponto essencial para aproveitar bem sua estadia em Cancun é escolher bem a hospedagem. E nesse ponto, há variedade para todos os gostos e bolsos. Há quem prefira se hospedar na região central Cancun, aonde os preços são sem dúvida mais convidativos. Todavia, a maioria dos turistas opta por se hospedar na zona hoteleira, seja pela proximidade do litoral, pela facilidade de deslocamento (há ônibus e taxis percorrendo a zona hoteleira 24 horas por dia) ou seja pela infra-estrutura que a cerca. A zona hoteleira tem pouco mais 20 kilômetros de extensão e foi feita sob medida para os turistas.

Os primeiros 12 kms da zona hoteleira são cercados por um mar mais tranquilo, quase sem ondas. È também a região aonde se encontra a maioria dos bares, boates e restaurantes. Já a partir do km 12, encontramos praias com ondas mais fortes, porém sem grande perigo. È também onde ficam alguns dos resorts mais novos da Boulevard Kukulcán (avenida principal da zona hoteleira).

Outra questão importante é decidir entre ficar ou não em um hotel com all-inclusive. A reposta é: pode valer a pena ou não, dependendo dos seus planos de viagem. Se a idéia é ficar mais tempo no hotel, curtindo a piscina e a praia, o all-inclusive foi feito para você. Já se a idéia é passear bastante, e conhecer outras praias e destinos para além de Cancun, o all-inclusive definitivamente não vai ser uma boa idéia. E em se tratando de All-Inclusive, alguns resorts de Cancun impressionam. No resort em que ficamos, um dos mais simples da zona hoteleira, havia uma variedade de seis restaurantes de cozinhas diferentes.

Optamos por passar nossa lua-de-mel neste destino.Mas é cada vez mais é maior o número de brasileiros que procuram Cancun para fazer cerimônias de casamento. Os hotéis oferecem decoração, estrutura, fotos e aquela vista impagável à beira-mar. E a procura é grande.

Nossa passagem por Cancun, foi de aproximadamente 5 dias. Tiramos um dia para conhecer Playa Del Carmen e Tulum (confira nossos guias destes destinos), um dia para ir a Chichen Itzá, e o resto dos dias usamos para aproveitar a praia.


Vista cansativa do nosso hotel


Chichen Itzá

Chichen Itzá é uma das 7 maravilhas do mundo moderno, e patrimônio da Unesco. O sítio foi a capital da civilização maia, e seu passeio é imperdível. 190 km separam Chichen Itzá de Cancun, num trajeto de aproximadamente 2 horas. Muitas são as agências que vendem esse translado, e esta foi a forma que optamos. Há também quem preferia alugar um carro para fazer o trajeto. È importante levar uma roupa bem confortável, para facilitar a caminhada, e estar preparado para o sol.

Nosso trajeto a Chichen Itzá incluiu uma parada pelo cenote Ik Kil. Os cenotes são, a grosso modo, cavernas banhadas por água doce, e eram sagrados para os maias, sendo um ponto central de diversos dos seus rituais. Na província de Yucatán (aonde fica Chichen Itza), há aproximadamente 7 mil cenotes, uns mais bonitos que os outros.

O acesso se dá por uma propriedade privada, ao custo de aproximamente 80 pesos mexicanos a entrada. Há também banheiros, um pequeno comércio e lanchonete nas proximidades do cenote.


Cenote Ik Kil



Pausa para recarregar as energias na saída do Cenote


Após a passagem pelo cenote, chegamos enfim a Chichen Itza. A entrada ao parque custa aproximadamente 15 dólares e de logo de cara nos impressionamos com a famosa Pirâmide de Kukulcán, também conhecida como El Castillo.  A pirâmide para o culto ao deus Kukulcán, que significa serpente emplumada, e é uma espécie de calendário.  O desenho da pirâmide conta com 9 patamares de 91 degraus em cada lado e 4 fachadas alinhadas com cada um dos pontos cardeais. Ao todo são 365 degraus, contando com o topo ( que são os números de dias do ano no calendário maia) e 30 metros de altura.

A entrada dentro do templo não é autorizada aos visitantes. Mas dizem os livros que dentro da Pirâmide de Kukulcán há outras pirâmides proporcionalmente menores à pirâmide principal. è interessante saber que há um período do ano, entre a primavera e o outono, que a luz do sol projeta o corpo de uma serpente sob as escadarias da pirâmidade. Este é sem dúvida, o período de maior visitas a El Castillo. È incrível como esta construção nos impressiona.

Em Chichen Itzá há também outros templos, como o Campo de Jogos, utilizados para o teatro e a prática esportiva, o Templo dos Guerreiros, em homenagem aos guerreiros maias e a praça das mil colunas, usada para os rituais de sacrifício e oferendas.

Dentro do parque há muitas barraquinhas de artesanato. Se achar algo interessante, não deixe de pechinchar, pois os preços aqui são bem mais atraentes que na zona hoteleira. Quanto ao passeio, pode ser feito de forma autônoma ou acompanhado de um guia local. Seja, como for, não deixe de aproveitar.


A maravilhosa e imponente pirâmide de Kukulcan



Templo dos Guerreiros Maias
As ruínas impressionam nos detalhes

Uma das sete maravilhas do mundo moderno



A noite de Cancun

Diversão e Cancun são duas palavras que andam juntas. A vida noturna na zona hoteleira é intensa, e dois locais são bem disputados: a Sr. Frogs e a Coco Bongo. Posso dizer sem receio que a Coco Bongo foi uma das melhores (senão a melhor) casa noturna que visitei.

A Coco Bongo é especial por não ser uma boate como as outras. Ela é uma boate-espetáculo, uma mistura de shows, teatro, música e boate. Diversos números musicais são apresentados e se intercalam com as músicas que tocam na pista. Os números são muito bem representados, e geralmente fazem homenagem a grandes ícones do cinema ou da música contemporânea, passando desde classicos como Beatles, Rolling Stones, Queen e Michael Jackson a artistas do momento como Beyoncé. Algumas das apresentações tem acrobacias circenses, como uma que faz homenagem ao filme do Homem-Aranha. É um pedaço da Brodway em Cancun, só que com muita diversão.

O lugar ficou conhecido no mundo todo, graças ao filme do Máskara, com Jim Carrey e Cameron Diaz. Assim, o personagem se tornou também o grande símbolo do local. A entrada não é tão barata, já que o ingresso inclui open bar, mas vale a diversão.

As apresentações na Coco Bongo são bem teatrais

Love, dos Beatles.

Foto da fachada da Coco Bongo. Tiramos na saída e ficou meio distorcida, por motivos óbvios.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Playa Del Carmen

Cancun e Playa Del Carmen são quase sempre citadas em conjunto, seja pela pouca distância que as separa, ou por serem os pontos mais procurados do Caribe Mexicano. Se Cancun é grandiosa e moderna, com seus resorts e shoppings, Playa Del Carmen é sua irmã tímida, mais intimista e tranquila.

Cancun geralmente é o destino mais procurado por norte-americanos (e brasileiros), enquanto os europeus em geral preferem Playa Del Carmen. Por lá não se vê hotéis tão grandiosos, mas isso não significa que suas pousadas não são confortáveis. Pelo contrário, há variedade para todos os estilos e bolsos.


A estrada entre Cancun e Playa Del Carmen é bem tranquila e sinalizada


Como nos hospedamos em Cancun, tiramos um dia para ficar em Playa Del Carmen. A distância entre as duas cidades é de 60 kms, então o deslocamento é bem rápido. Já em Playa Del Carmen, aproveitamos para fazer um almoço delicioso na 5º Avenida, a rua principal da cidade, com uma grande variedade de comécios, bares e restaurantes.


Um dos vários restaurantes interessantes da Quinta Avenida, onde almoçamos

Alguns dos resorts próximos a praia



E claro, aproveitamos a praia também. Afinal esse era o principal atrativo.


La Playa, de Playa Del Carmen

Tulum

Tulum foi sem dúvida o ponto mais interessante de nossa viagem para o México. O seu ar rústico e mistura de paraíso litorâneo com ruínas históricas é a combinação mais que perfeita.

Para quem não deseja se hospedar em Tulum, o bate-volta saindo de Cancún ou Playa Del Carmen é extremante fácil. Foi que fizemos. Apenas 126 kilômetros e duas horas de carro por uma estrada duplicada e bem sinalizada separam este trajeto. A sinalização era tão boa que nem precisamos do GPs. O caminho que separa Tulum de Cancun ainda passa por Playa Del Carmen e alguns parques famosos, como o XCaret e Xel-Ha. Assim, pode ser uma excelente idéia misturar estes destinos.



A rede elétrica não chega a beira-mar. Assim, é importante levar dinheiro em espécie para este destino, seja se for para hospedar, ou apenas visitar.  O sitio arqueologico de Tulum é originado por uma cidade maia completamente amuralhada e data dos séculos V e VI. È uma das zonas arqueológicas mais bem preservadas do país.

A distância entre o estacionamento oficial e a entrada do sítio é de aproximadamente 1 km. O trajeto pode ser feito a pé ou por um trenzinho ao custo de aproximadamente 20-30 pesos por pessoa.

Na nossa visita, pegamos um dia nublado, e infelizmente não tivemos acesso a praia, apenas ao sítio. O que foi uma pena. Mas isso não impediu que aproveitássemos bastante, e que ficássemos com vontade de retornar um dia.