Milão é famosa por ser, junto com Roma, a maior metrópole urbana e financeira da Itália. Todavia, não é um destino turístico tão aclamado quanto Florença, Veneza, Roma ou a região sul do país. Mas Milão, além de uma cidade vibrante, é também um destino histórico e gastrônomico. È uma cidade de incríveis museus, uma das capitais européias da moda, e também, do futebol. Na minha opinião, um destino subestimado. Tivemos ótimos três dias nessa cidade.
Chegamos em Milão por trem, após uma viagem de mais seis horas saindo de Zurique, com uma parada em Berna. Embora cansativa, recomendo a experiência de uma viagem de trem em continente europeu. E que trajeto melhor do que aquele que passa por dentro do continente suíço e pelo norte da itália, com toda aquela paisagem tão perfeita que parece ter sido retirada de um papel de parede feito no Photoshop? São lagos, vilarejos, montanhas e outros itens que encantam nossos olhos em qualquer estação do ano. No caso, fui entre o final do inverno e o começo do outono, então vimos todo aquele cenário coberto com o branco da neve.
Descemos então na Estação Central de Milão (Milano Centrale), que é uma das maiores do continente europeu, transportando milhares de passageiros a cada dia. È também uma das monumentais, impressionando a primeira vista. A estação foi inaugurada em 1931, e tem os estilos Art Nouveau e Art Decó.
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| Milano Centrale (Estação Central de Milão) |
Nos hospedamos na região central da cidade, bem próximo a estação, possível localizar hotéis a um preço bem econômico e muito bem localizados. Ao contrário do que acontece na maioria das grandes cidades, o centro urbano de milão não é um lugar feio ou perigoso. Além disso é próximo de grandes avenidas de comércio (um dos pontos fortes da cidade) e com várias estações de metrô e pontos de bonde e ônibus para se locomover.
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| Centro de Milão |
Assim, aproveitando a proximidade do hotel, no primeiro dia fomos caminhar pela Corso Buenos Aires, uma enorme avenida com grande variedade de comércio (roupas, sapatos, artigos esportivos, joalherias, bares, restaurantes) a preços menos assustadores. Como "cidade da moda", as compras em milão podem assustar a muitos, porém se a sua carteira não está cheia, a corso buenos aires é um lugar para compras sem gastar tanto assim. Por isso, ficamos a maior parte do nosso tempo lá. =D
Todavia, se dinheiro não é um problema para você, os lugares mais indicados seriam a Via Torino, e a Corso Venezia, na entrada do quadrilátero da moda, ponto onde ficam as lojas das grifese mais famosas do mundo.
Para quem quiser saber sobre Compras em Milão, esta página tem um ótimo guia:
http://www.oguiademilao.com/ruas-de-compras-em-milao/
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| Corso Buenos Aires |
O passeio na corso buenos aires foi bom. Tomei um vinho caseiro, comprei uma luva e uma carteira para mim. Tudo isso gastando 20 euros.
Dia 2
Pegamos um metrô e fomos em direção ao Duomo. Na estação de metrô, bem como em alguns pontos turísticos de Milão, é muito comum ser abordado por pessoas com pedido de dinheiro. È um lado triste dos abalos econômicos que o país sofre na última década. È importante citar, que muitas vezes os pedintes são bem insistentes.
Ao descer da estação, ficamos impressionados com a praça do Duomo, uma ampla praça, cheio de monumentos e casarões históricos. Logo descobrimos porquê ela é o coração de Milão. A começar pela catedral Duomo. Com estilo gótico e imponente, ela é sem dúvida, uma das mais belas e grandiosas do planeta. Tamanha grandiosidade precisou de 500 anos para ficar pronta. São aproximadade 3200 estátuas na fachada da catedral.
Para quem interessar em subir ao Duomo, e ver uma bela vista de seu telhado há 2 opções: pagar e ir de elevador ou ir de escada. Ao frente ao Duomo, um monumento a Vitorio Emanuelle II, também chamado de "pai da pátria", conhecido por unificar a península Itálica em um único Estado.
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| A maravilhosa catedral Duomo |
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| Praça Duomo, com a catedral e a Galeria Vitorio Emanuelle II |
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| Estatua de Leonardo Da Vinci |
Vitorio Emanuelle II também dá nome a famosa galeria que fica ao lado da catedral do Duomo. Construída em 1866, galeria é de uma beleza arquitetônica impressionante, tanto do lado de dentro, quanto do lado fora, cercado por um majestoso arco do triunfo.
No interior da galeria há livrarias, restaurantes, cafés e muitas lojas de luxo, como Louis Vuitton, Prada e outras mais. No interior da galeria, há binóculos para que visitante aprecie cada detalhe de sua estrutura. Há também no piso da galeria quatro mosaicos das quatro grandes cidades que foram capitais do Reino Italiano (Milão, Florença, Roma e Turim), além da imagem do Touro, que atrai a atenção de muitos turistas.
Isto porquê diz a lenda que para atrair sorte, deve-se colocar o calcanhar direito no aparelho reprodutor do touro (Turim) e fazer uma rotação de 360 graus. Não sou adepto a superstição, então parti para gastar todos os meus trocados em almoçar perto da galeria. Mas valeu a pena.Tomei uma Birra Moretti e comi provavelmente a melhor Carbonara da minha vida.
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| O interior da galeria |
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| Uma das entradas da galeria |
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| Teto da Galeria |
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| Carbonara nota 10 no almoço |
Na saída de um dos portões da galeria, há um monumento a Leonardo da Vici, o famoso pintor do quadro "A Última Ceia".
De lá, fomos para o Estádio San Siro, um dos templos do futebol, casa da Inter de Milão, e do Milan, dois dos times mais vitoriosos do planeta bola. O estádio foi construído em 1925 e é maior estádio da Italia. com capacidade para 85 mil torcedores.
O estádio é chamado de San Siro pelos torcedores do Milan, e Giuseppe Meazza pelos torcedores da Inter. Isso ocorre pois Giuseppe Meazza foi um grande ídolo da Inter de Milão, embora também tenha jogado pelo Milan.
Fizemos a visita oficial do Estádio, aonde é possível passar pelos vestiários, arquibancadas, sala de imprensa museu e loja oficial dos dois clubes. O museu é interessante e tem vários artigos que os fãs de futebol certamente irão gostar. O custo do tour é de aproximadamente 20 euros por pessoa.
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| Por dentro do estádio |
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| Museu do Estádio |
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| Vestiário do Milan |
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De fora do estádio
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Dia 3:
No terceiro dia, pegamos um bonde e e fomos em direção a Brera. Muitos dos bondes que circulam na cidade são oriundos da década de 1920 e estão conservados e em plena atividade. Algumas linhas também circulam com bondes bem novos, mas cá entre nós, eu gostei mais de passear nos antigos, que são um charme a parte.
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| Por fora dos bondes |
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| Por dentro dos bondes |
Brera é um dos bairros mais incríveis de Milão. È o bairro dos estudantes, dos boêmios e dos artistas. Tem uma vida noturna agitada e jovem, e ao mesmo é cercado de prédios antigos, antiquarios e muita história. Um dos destaques de Brera sem dúvida é a sua Pinacoteca, que guarda algumas das maiores coleções de pinturas da Itália.
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| Bairro de Brera |
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| Pinacoteca de Brera |
Aproveitamos alguns dos brechós do bairro, tomamos um gelatto (mesmo no inverno), comemos uma "pasta" e caminhamos bastante. Bem perto de Brera ficava também um dos pontos turísticos principais de Milão, o Castello Sforzesco, e para lá fomos.
O castelo foi construido pela familia Sforza, sendo durante os séculos demolido, reconstruído e restaurado tornando-se um dos símbolos de Milão. Hoje o castelo é um museu a céu aberto, que abriga dentro de si diversos outros museus e bibliotecas, além de um grande patio interno, bonito e acolhedor. Seu funcionamento é diário, entre 07:00 e 18:00.
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| Um dos museus dentro do castelo |
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| Vista de dentro do pátio do castelo |
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| Vista de fora do castelo |