Grécia

Berço da filosofia, democracia e da civilização ocidental.

México

As ruínas maias e o azul do caribe mexicano

Chile

Uma capital vibrante, e um país de belas paisagens sob as cordilheiras

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Interlaken e Jungfraujoch

Interlaken

Interlaken é uma das cidades mais charmosas e adoráveis da Suiça. Pequena e pacata, com cerca de 5000 habitantes, a cidade fica localizada entre dois lagos, Thun e Brienz, e esta é a origem do seu nome (Interlaken = Entre Lagos).

A cidade é também cercada por três imponentes montanhas, sendo um destino muito procurado por estar cercada de belas paisagens, e também pelo fácil acesso a esportes radicais, especialmente os de inverno. È também um destino muito procurado pelo seu fácil acesso a Jungraujoch, a estação ferroviária mais alta da europa, com 3454 metros acima do nível do mar.

Interlaken possui duas estações de trem, Ost e West. Geralmente os trens para Jungfrau saem da primeira estação. Já na segunda é próxima ao centro histórico da cidade. Descemos na estação Ost, que ficava mais próxima de nossa hotel, e fomos caminhar pela avenida Hoheweg, a avenida principal da cidade, que fica entre as duas estações. Nesta avenida há a maior parte do comercio de Interlaken, tradicionais lojas de relógio, souvenirs, hotéis e restaurantes. Há também um cassino nessa avenida.

Aproveitamos uma pausa para provar o tradicional Fondue suiço, depois passeamos pela orla do lago Brienz, cujo o tom azul turquesa é de impressionar, e nos encantávamos com toda aquela beleza cercada dos alpes ao fundo. Nem mesmo o frio (afinal fomos no final do inverno), era capaz de intimidar.

As casas de Interlaken

Os alpes suiços ao fundo


Fondue =)

Igrejas no estilo gótico, comum na Suiça

Lago Brienz, e sua cor impressionante




Então era hora de descansar e prepara as energias para o dia seguinte, quando íamos a Jungfraujoch

Jungfraujoch

Jungfraujoch é um passeio que ocupa todo o seu dia, mesmo que você esteja hospedado em lugar próximo, como Interlaken. Todavia, é um passeio imperdível para quem passa pela Suiça, afinal não é todo dia que se tem oportunidade de chegar ao ponto mais alto dos Alpes. Lá é possível ver neve em qualquer estação do ano. Sim, isso mesmo. Até por isso, o lugar é considerado patrimônio da Unesco.

A única forma de chegar lá é via trem. Saindo de Interlaken, gastam-se 3 horas para ir, e 3 horas para voltar a Jungrau, isso se você optar por não parar em nenhuma das estações intermediárias, o que é difícil, já que o trajeto em si já é especial, com todos aqueles telhados e montanhas cobertos de branco, pequenas vilas deslumbrantes eram tão lindos que pareciamos estar em um conto de fadas. Na verdade, estávamos, de certa forma, ao menos em um cenário de filme. Lauterbrunnen foi a cidade que inspirou Valfenda, do filme O Senhor dos Anéis (http://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2015/07/conheca-o-charmoso-vilarejo-que-inspirou-tolkien-criar-valfenda-cidadela-dos-elfos.html). Prepare a sua câmera.

Há dois caminhos diferentes para ir ou chegar a Jungfraujoch. Um caminho passa Grindewald e Kleine Scheidegg, já o outro passa por Lauterbrunnen e Kleine Scheidegg. È possível descer nas estações destes locais e passear um pouco. Ou, se quiser chegar logo no destino final, basta descer e já pegar o próximo trem, algo que não demora mais do que 10 ou 15 minutos. Como cada um tem seu próprio atrativo, recomendamos ir por um e voltar por outro caminho.

Mapa das estações entre Interlaken e Jungfraujoch
Da janela do trem

Estação de Kleine Scheidegg


È impressionante pensar que a ferrovia deste caminho foi construída há mais de 100 anos, com ferramentas rudimentares e condições climáticas desfavoráveis. Parte do trajeto, especialmente nos últimos quilômetros, passa por dentro das montinhas, Então, chegamos ao tão aguardado destino.

Jungfrauch tem uma ótima estrutura, com uma variedade de atividades. Tem restaurante, loja de chocolate da Lindt, estrutura para esportes de gelo, um mirante incrível, além do palácio de gelo. Começamos nosso passeio pela Geleira Aletsch, que com 22 km de extensão é considerado o maior rio de gelo dos alpes. Sobre a geleira, há um platô, que permite uma bela vista das montanhas.

Geleira Aletsch


Temperatura ambiente

Encantos de Jungraujoch

Abaixo da geleira, o Palácio de Gelo, um lugar totalmente coberto de gelo, com túneis em branco. O palácio é todo coberto de galerias e estruturas de gelo, em uma área de 1000 m2. Então, fomos ao Terraço Sphinx, para a melhor vista de Jungraujoch.

Terraço Sphinx

Palácio de gelo

Esculturas do palácio de gelo


Quem viu a Era do Gelo sabe.


Por fim, almoçamos com aquela vista maravilhosa dos alpes, tomando uma Weiss, e claro, fechamos com chave de ouro na loja da Lindt.  Na volta, ao aguardarmos nosso trem, houve um atraso de 15 minutos, o que é bem ofensivo para a famosa "pontualidade suíça". Por isso, a empresa pedia desculpas a todo o momento e presenteava os passageiros com diversos chocolates como forma de compensação. Se 15 minutos incomodou a empresa, imagino se passassem uma temporada aqui no Brasil.


Lindt em Jungraujoch


Obs: Em todo o passeio, importante evitar movimentos bruscos e descansar caso sinta algum sintoma de fadiga. Como se está a mais de 3000 metros acima do nível do mar, esses sintomas podem ocorrer. Porém, certamente não estragarão o seu passeio.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Zurique


Localizada no coração da Europa, Zurique é a maior cidade da Suiça. Ainda sim, é uma cidade pequena, se comparada aos padrões das grandes metrópoles. Pode ser visitada facilmente em roteiros pequenos de 1 a 2 dias. E foi o que fizemos.

Ficamos hospedados na parte oeste da cidade, que é uma área mais nova da cidade, em contraste ao centro mais antigo. Zurique é uma cidade que sintetiza muito bem o contraste entre o velho-antigo-histórico e o novo-moderno-financeiro. Chegamos de trem, vindos de Interlaken e passando por uma rápida escala em Berna.

A Suiça é um dos países com a maior abrangência de ferrovias no planeta. Os trens suiços são pontuais, organizados e confortáveis. Sugiro vivenciarem a experiência, pois o que no caso deste país, o visual que acompanha os trajetos valem por si só a viagem. È possível reservar tickets de forma simples pela internet. Este site dá dicas bem legais sobre o processo de reserva de bilhetes:

http://www.viagemeviagens.com/2010/como-andar-de-trem-na-suica/

Tão logo chegamos, deixamos nossas coisas, e fomos em direção a parte antiga da cidade. Nos deslocamos de bonde elétrico, e aí o primeiro choque cultural: não haviam catracas no bonde. O ticket é comprado em um maquininha na estação, porém entra-se dentro do veiculo sem que haja a usual validação do ticket na entrada e/ou na saída. Confia-se na honestidade das pessoas, e há apenas fiscalização por amostragem. Muita civilidade, não? Por outro lado, a multa ao ser pego sem o bilhete devido é bem alta.

Descemos em frente à Banhof-Platz, que é a praça central dos bondes de Zurique, e em frente a principal estação de trem da cidade, Hauptbanhof, muito bonita por sinal. Almoçamos e obviamente compramos alguns chocolates da Lindt para encher nossa mala (que obviamente aqui são bem baratos do que no Brasil).

Pegamos outro bonde, e paramos em frente à avenida Limmatquai, que fica à orla do rio Limmat, e é cercada de bares, restaurantes e lojas de compras. Do outro lado do rio, a avenida Bahnhofstrasse, tão grande e movimentada quanto a Limmatquai. Assim, caminhamos bastante por essa região e por algumas das belas pontes que atravessam o rio e dividem as duas avenidas.


Limmatquai

Bahnhofstrasse




Grossmünster ao fundo

Há muito comércio também nas pequenas ruelas e ruas que cercam essas avenidas. Nessa região, é possível conhecer também algumas das igrejas e catedrais antigas da cidade, algumas com visual românico e neogótico. Dentre elas: Fraumunster Kirche, St Peter Kirche e Grossmünster (a catedral).


St Peter Kirche

Aproveitamos também para subir uma ladeira e chegar ao Parque Lindenhof. Vale muito a pena, O parque é agardável e de lá é possível ter uma das melhores vistas da cidade. Muitos dos acontecimentos históricos mais importantes de Zurique aconteceram na área de Lindenhof.



Parque Lindenhof


A vista do parque é incrível







Voltamos novamente para região do nosso hotel (Zurich West), e fomos ao Frau Gerolds Garten, um lugar que achamos incrível, e que usualmente não é frequentado pela "rota turistica" da cidade.

O Frau Gerolds Garten, ou Jardim da Senhora Gerold, é um ambiente de restaurantes, lojas e jardins montado sobre conteineres, numa proposta de trazer o verde em uma área industrial da cidade. È um lugar bastante frequentado pela comunidade alternativa e cult da cidade. O local é muito animado, especialmente na hora do happy hour.

Aos amantes da vida noturna, vale citar que a região Zurich West também é conhecida como uma das regiões com maior numero de casas noturnas na cidade.


Frau Gerolds Garten



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Milão


Milão é famosa por ser, junto com Roma, a maior metrópole urbana e financeira da Itália. Todavia, não é um destino turístico tão aclamado quanto Florença, Veneza, Roma ou a região sul do país.  Mas Milão, além de uma cidade vibrante, é também um destino histórico e gastrônomico. È uma cidade de incríveis museus, uma das capitais européias da moda, e também, do futebol. Na minha opinião, um destino subestimado. Tivemos ótimos três dias nessa cidade.

Chegamos em Milão por trem, após uma viagem de mais seis horas saindo de Zurique, com uma parada em Berna. Embora cansativa, recomendo a experiência de uma viagem de trem em continente europeu. E que trajeto melhor do que aquele que passa por dentro do continente suíço e pelo norte da itália, com toda aquela paisagem tão perfeita que parece ter sido retirada de um papel de parede feito no Photoshop? São lagos, vilarejos, montanhas  e outros itens que encantam nossos olhos em qualquer estação do ano. No caso, fui entre o final do inverno e o começo do outono, então vimos todo aquele cenário coberto com o branco da neve.

Descemos então na Estação Central de Milão (Milano Centrale), que é uma das maiores do continente europeu, transportando milhares de passageiros a cada dia. È também uma das monumentais, impressionando a primeira vista. A estação foi inaugurada em 1931, e tem os estilos Art Nouveau e Art Decó.


Milano Centrale (Estação Central de Milão)


Nos hospedamos na região central da cidade, bem próximo a estação, possível localizar hotéis a um preço bem econômico e muito bem localizados. Ao contrário do que acontece na maioria das grandes cidades, o centro urbano de milão não é um lugar feio ou perigoso. Além disso é próximo de grandes avenidas de comércio (um dos pontos fortes da cidade) e com várias estações de metrô e pontos de bonde e ônibus para se locomover.

Centro de Milão

Assim, aproveitando a proximidade do hotel, no primeiro dia fomos caminhar pela Corso Buenos Aires, uma enorme avenida com grande variedade de comércio (roupas, sapatos, artigos esportivos, joalherias, bares, restaurantes)  a preços menos assustadores. Como "cidade da moda", as compras em milão podem assustar a muitos, porém se a sua carteira não está cheia, a corso buenos aires é um lugar para compras sem gastar tanto assim. Por isso, ficamos a maior parte do nosso tempo lá. =D

Todavia, se dinheiro não é um problema para você, os lugares mais indicados seriam a Via Torino, e a Corso Venezia, na entrada do quadrilátero da moda, ponto onde ficam as lojas das grifese mais famosas do mundo.

Para quem quiser saber sobre Compras em Milão, esta página tem um ótimo guia:

http://www.oguiademilao.com/ruas-de-compras-em-milao/


Corso Buenos Aires


O passeio na corso buenos aires foi bom. Tomei um vinho caseiro, comprei uma luva e uma carteira para mim. Tudo isso gastando 20 euros.


Dia 2

Pegamos um metrô e fomos em direção ao Duomo. Na estação de metrô, bem como em alguns  pontos turísticos de Milão, é muito comum ser abordado por pessoas com pedido de dinheiro. È um lado triste dos abalos econômicos que o país sofre na última década. È importante citar, que muitas vezes os pedintes são bem insistentes.

Ao descer da estação, ficamos impressionados com a praça do Duomo, uma ampla praça, cheio de monumentos e casarões históricos. Logo descobrimos porquê ela é o coração de Milão. A começar pela catedral Duomo. Com estilo gótico e imponente, ela é sem dúvida, uma das mais belas e grandiosas do planeta. Tamanha grandiosidade precisou de 500 anos para ficar pronta. São aproximadade 3200 estátuas na fachada da catedral.

Para quem interessar em subir ao Duomo, e ver uma bela vista de seu telhado há 2 opções: pagar e ir de elevador ou ir de escada. Ao frente ao Duomo, um monumento a Vitorio Emanuelle II, também chamado de "pai da pátria", conhecido por unificar a península Itálica em um único Estado.


A maravilhosa catedral Duomo

Praça Duomo, com a catedral e a Galeria Vitorio Emanuelle II


Estatua de Leonardo Da Vinci


Vitorio Emanuelle II também dá nome a famosa galeria que fica ao lado da catedral do Duomo. Construída em 1866, galeria é de uma beleza arquitetônica impressionante, tanto do lado de dentro, quanto do lado fora, cercado por um majestoso arco do triunfo.

No interior da galeria há livrarias, restaurantes, cafés e muitas lojas de luxo, como Louis Vuitton, Prada e outras mais. No interior da galeria, há binóculos para que visitante aprecie cada detalhe de sua estrutura. Há também no piso da galeria quatro mosaicos das quatro grandes cidades que foram capitais do Reino Italiano (Milão, Florença, Roma e Turim), além da imagem do Touro, que atrai a atenção de muitos turistas.

Isto porquê diz a lenda que para atrair sorte, deve-se colocar o calcanhar direito no aparelho reprodutor do touro (Turim) e fazer uma rotação de 360 graus. Não sou adepto a superstição, então parti para gastar todos os meus trocados em almoçar perto da galeria. Mas valeu a pena.Tomei uma Birra Moretti e comi provavelmente a melhor Carbonara da minha vida.


O interior da galeria

Uma das entradas da galeria

Teto da Galeria


Carbonara nota 10 no almoço


Na saída de um dos portões da galeria, há um monumento a Leonardo da Vici, o famoso pintor do quadro  "A Última Ceia".

De lá, fomos para o Estádio San Siro, um dos templos do futebol, casa da Inter de Milão, e do Milan, dois dos times mais vitoriosos do planeta bola. O estádio foi construído em 1925 e é maior estádio da Italia. com capacidade para 85 mil torcedores.

O estádio é chamado de San Siro pelos torcedores do Milan, e Giuseppe Meazza pelos torcedores da Inter. Isso ocorre pois Giuseppe Meazza foi um grande ídolo da Inter de Milão, embora também tenha jogado pelo Milan.

Fizemos a visita oficial do Estádio, aonde é possível passar pelos vestiários, arquibancadas, sala de imprensa museu e loja oficial dos dois clubes. O museu é interessante e tem vários artigos que os fãs de futebol certamente irão gostar. O custo do tour é de aproximadamente 20 euros por pessoa.

Por dentro do estádio


Museu do Estádio
Vestiário do Milan

De fora do estádio


Dia 3:


No terceiro dia, pegamos um bonde e e fomos em direção a Brera. Muitos dos bondes que circulam na cidade são oriundos da década de 1920 e estão conservados e em plena atividade. Algumas linhas também circulam com bondes bem novos, mas cá entre nós, eu gostei mais de passear nos antigos, que são um charme a parte.

Por fora dos bondes

Por dentro dos bondes


Brera é um dos bairros mais incríveis de Milão. È o bairro dos estudantes, dos boêmios e dos artistas. Tem uma vida noturna agitada e jovem, e ao mesmo é cercado de prédios antigos, antiquarios e muita história. Um dos destaques de Brera sem dúvida é a sua Pinacoteca, que guarda algumas das maiores coleções de pinturas da Itália.

Bairro de Brera

Pinacoteca de Brera


Aproveitamos alguns dos brechós do bairro, tomamos um gelatto (mesmo no inverno), comemos uma "pasta" e caminhamos bastante. Bem perto de Brera ficava também um dos pontos turísticos principais de Milão, o Castello Sforzesco, e para lá fomos.

O castelo foi construido pela familia Sforza, sendo durante os séculos demolido, reconstruído e restaurado tornando-se um dos símbolos de Milão. Hoje o castelo é um museu a céu aberto, que abriga dentro de si diversos outros museus e bibliotecas, além de um grande patio interno, bonito e acolhedor. Seu funcionamento é diário, entre 07:00 e 18:00.

Um dos museus dentro do castelo

Vista de dentro do pátio do castelo

Vista de fora do castelo